Brasil
Relatório final da CPI das Bets terá propostas sobre vício em apostas
A comissão deve sugerir medidas como limite de acesso às plataformas, travas de gastos com cartão de crédito e restrições à propaganda
O relatório final da CPI das Bets incluirá propostas para enfrentar o vício em apostas. Segundo a senadora Soraya Thronicke (Podemos – MS), a ocomissão deve sugerir medidas como limite de acesso às plataformas, travas de gastos com cartão de crédito e restrições à propaganda. O uso de tecnologias para qualificar o cadastro de apostadores também está entre as recomendações. O objetivo é conter o endividamento da população e evitar o avanço da ludopatia, inclusive entre adolescentes.
A CPI tem prazo até 30 de abril para encerrar os trabalhos, mas há parlamentares que defendem a prorrogação. Durante sessões da comissão, o Banco Central informou que as casas de apostas recebem entre R$ 20 bilhões e R$ 30 bilhões por mês. O valor representa o total transferido às plataformas, mesmo que nem sempre convertido em apostas, conforme explicou o secretário-executivo Rogério Lucca.
O presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, relatou à CPI que apostadores tendem a ter empréstimos mais caros. Segundo ele, instituições financeiras consideram o histórico com apostas um fator de risco para concessão de crédito. A presença no ambiente de apostas pode impactar diretamente na taxa de juros oferecida aos clientes.
Metro1
Brasil
Comissão aprova justiça gratuita para pessoas com câncer, deficiência e autismo
Uma proposta que assegura o direito à gratuidade da Justiça para pessoas com diagnóstico ou em tratamento de câncer, pessoas com deficiência e com Transtorno do Espectro Autista (TEA) foi aprovada neste mês de dezembro pela Comissão de Finanças e Tributação da Câmara dos Deputados.
A medida está presente no Projeto de Lei 917/24, proposto pelo deputado Luciano Galego (PL-MA). O colegiado aprovou o parecer da Comissão de Defesa dos Direitos das Pessoas com Deficiência com uma alteração da relatora deputada Laura Carneiro (PSD-RJ), que deixa claro que o benefício se estende não apenas aos pacientes que já estão em tratamento contra o câncer, mas também àqueles que já receberam o diagnóstico, mas ainda não iniciaram o tratamento.
Atualmente, não existe nenhuma lei que garanta automaticamente a gratuidade de justiça para esses grupos específicos. O direito ao benefício é regulamentado pelo Código de Processo Civil e concedido com base na comprovação de “insuficiência de recursos”, cabendo ao juiz analisar a situação financeira em cada caso.
Em seu parecer, a relatora diz que “garantir gratuidade da justiça a esse grupo é uma forma de eliminar potenciais barreiras ao pleno acesso à prestação jurisdicional, condição essencial para exercício pleno da cidadania, de modo a beneficiar quem já convive com diversas restrições de outra ordem.”
Agência Brasil
Brasil
Senado pode criminalizar cobrança opressiva de dívidas
A proposta que classifica como crime de cobrança opressiva a exigência do pagamento de dívida, em proveito de organização criminosa, por meio de violência ou ameaça grave, pode voltar a ser discutido em fevereiro pelo Senado, no retorno do recesso parlamentar.
O (PL 6605/2025) do senador José Lacerda (PSD-MT) — que coloca o crime de Cobrança Opressiva no rol dos crimes hediondos — prevê que quem for responsabilizado por essa prática pode ser condenado a reclusão de 6 a 12 anos, além do pagamento de multa. Lacerda disse que “estamos vendo hoje no Brasil um grupo muito forte que acaba cobrando e pressionando os devedores, mediante sequestro de bens, sequestro de carros, sequestro de pessoas.” Segundo ele, essa prática precisa ser combatida.
Na justificativa de seu projeto, o senador citou casos em que agiotas emprestam dinheiro a juros abusivos para trabalhadores e comerciantes e, em parceria com organizações criminosas, cobram a dívida por meio de ameaça, intimidação, coação e violência física.
“Eles acabam ampliando uma dívida, vamos supor, que era de R$ 10, eles cobram R$ 100 e tomam bens e intimidam a família inteira, ameaçam a família inteira”, comentou o parlamentar.
Agência Brasil
Brasil
Bolsonaro volta a ter soluços após cirurgias e segue internado
O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), condenado por tentativa de golpe de estado, voltou a apresentar episódios de soluços na manhã desta terça-feira (30), mesmo após ter sido submetido a dois procedimentos cirúrgicos para tentar controlar o problema.
De acordo com pessoas que o acompanham, está previsto um banho de sol na parte da tarde, na mesma área utilizada para as sessões de fisioterapia. Não haverá, no entanto, mudança na acomodação em que Bolsonaro está internado no hospital DF Star, em Brasília (DF).
Até a manhã desta terça-feira, o ex-presidente não havia apresentado novos episódios de hipertensão, condição que vinha se manifestando nos últimos dias. Ele dormiu com o auxílio de um equipamento de Cpap, utilizado no tratamento de apneia do sono severa. A expectativa da equipe médica é que ele permaneça sob cuidados hospitalares ao menos até quinta-feira (1º).
A cirurgia realizada nesta segunda-feira (29) foi o terceiro procedimento desde a internação ocorrida na última quarta-feira (24), inicialmente para o tratamento de uma hérnia. A hospitalização precisou de autorização do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, uma vez que Bolsonaro cumpre pena por tentativa de golpe de Estado na carceragem da Superintendência da Polícia Federal (PF), no Distrito Federal.
No dia de Natal, quinta-feira (25), o ex-presidente passou por uma cirurgia para tratar a hérnia. Após a intervenção, os médicos decidiram realizar novos procedimentos com o objetivo de conter os soluços. O primeiro, para bloqueio do nervo frênico direito, ocorreu no sábado (27) e durou entre 45 minutos e uma hora. Já na última segunda-feira, foi feito o bloqueio do nervo frênico esquerdo, com duração semelhante.
Segundo os médicos, Bolsonaro apresenta um quadro classificado como “soluços persistentes”, considerado extremamente raro. Paralelamente, ele enfrenta apneia do sono severa, com até 50 registros de interrupção respiratória por hora durante a noite.
A equipe médica avalia que a apneia agrava o quadro de hipertensão. Nos últimos dias, Bolsonaro registrou picos de pressão arterial, inclusive na última segunda-feira, após a cirurgia, quando precisou receber medicação intravenosa.
Metro1
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